Inteligência Artificial Deep Mind se iguala a médicos para detectar mais de 50 doenças nos olhos

Uma pesquisa divulgada na revista Nature Medicine utilizou técnicas de deep learning em milhares de escaneamentos de retina anônimas, desenvolvendo os parâmetros para que o sistema de inteligência artificial Deep Mind fosse capaz de identificar anomalias. O resultado foi impressionante: o sistema foi capaz de dar o veredito correto para mais de 50 doenças nos olhos com 94% de precisão. A precisão é equivalente à dos médicos especialistas com maiores taxas de acerto na área.

Estima-se que cerca de 300 milhões de pessoas no mundo sofram de algum problema relacionado à perda de visão, o que torna este tipo de diagnóstico extremamente importante para identificar problemas com agilidade, mesmo sob grandes demandas.

Inteligência artificial se beneficia de um grande inimigo da análise pessoal

O maior acesso a técnicas e diagnósticos médicos faz com que os profissionais da área tenham cada vez mais demandas. Os diagnósticos tornam-se lentos, e o grande volume de trabalho reduz a precisão, prejudicando os pacientes. Com o uso da inteligência artificial, a situação é oposta: quando mais diagnósticos forem realizados e armazenados, maior será a precisão do sistema.

Isso permite que um cenário catastrófico de demanda crescente se torne um aliado da medicina. Outra grande vantagem é a possibilidade de categorizar os pacientes diagnosticados por ordem de urgência e gravidade – uma tarefa que costuma consumir tempo significativo com o trabalho humano manual.

Relacionando diagnósticos e recomendações de tratamento

Os desenvolvedores da DeepMind Health deixam claro que a intenção não é substituir o trabalho médico. O objetivo da tecnologia é facilitar os planos de ação e agilizar o trabalho médico. Os relatórios são gerados com um percentual de certeza do sistema e os tipos de tratamento mais utilizados para estes casos.

O sistema de inteligência artificial também consegue cruzar dados dos pacientes ao longo do tempo, indicando possíveis problemas de visão que são evitáveis em estágios iniciais, que muitas vezes não são diagnosticados pelos exames atuais.

Testes já estão em andamento

A aplicabilidade do sistema DeepMind como uma inteligência artificial de uso médico público é discutida desde 2016 pelo sistema de saúde na Inglaterra. Por um lado, considera-se os benefícios do sistema, ao mesmo tempo em que se teme um monopólio da empresa sobre os dados de saúde pública do país.

Atualmente, alguns testes já são feitos com o auxílio de pesquisadores, e a intenção é que os esforços sejam pagos com cinco anos de uso gratuito em dezenas de hospitais ingleses, caso os resultados clínicos sejam positivos.

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